Uma fábula distingue-se de uma investigação por dispensar prova. Conta-se, repete-se, e ao fim de algum tempo já ninguém pergunta de onde veio. Parte do que hoje circula em Portugal sob o nome de Espiritismo chegou a esse ponto.
Este artigo descreve situações reais com as quais tivemos contacto direto ao longo dos anos, mas não é um inventário de queixas. O que nos interessa está no fim: a seriedade de uma associação não se mede apenas pela seriedade das pessoas que a compõem, mas também pela forma como previne os problemas e como responde quando surgem. Os casos servem para chegar lá.
Não pretendemos identificar nem condenar publicamente ninguém. Não indicamos nomes e os casos são descritos apenas na medida necessária ao argumento. São relatos da nossa experiência, para os quais não apresentamos elementos que permitam uma verificação independente. O leitor deve tratá-los com essa reserva. Estes relatos ilustram problemas que consideramos relevantes, mas não permitem determinar a sua frequência nem caracterizar o conjunto das associações espíritas em Portugal. Acreditamos que este artigo pode ajudar quem frequenta uma associação espírita ou nela trabalha voluntariamente a exercitar o sentido crítico e a autoanálise.
No CEsE estudamos o Espiritismo tal como foi investigado, organizado e apresentado por Allan Kardec entre 1857 e 1869. Não por veneração do texto antigo. Seria contraditório defender uma atitude investigativa e ao mesmo tempo pretender que tudo o que há para saber sobre estes temas ficou encerrado no século XIX. É pela razão inversa: precisamente porque o conhecimento evolui, importa saber de onde se partiu. Sem esse ponto de referência, torna-se fácil confundir uma evolução legítima com misticismo ou crença sem fundamento.
Comecemos pelos casos mais fáceis de identificar:
Espaços que se apresentam publicamente como centros espíritas e onde se praticam Tarot, Reiki, leitura da aura, radiestesia ou mesa radiónica. Estas práticas não estão estabelecidas como sendo espíritas nas obras fundamentais de Allan Kardec. A sua realização num local que se apresenta como centro espírita não lhes confere, por si só, essa condição.
No entanto, uma prática não constar das obras de Kardec não a torna, só por si, incompatível com o Espiritismo. O dogmatismo textual é o erro simétrico daquele que aqui criticamos. Há, contudo, uma diferença substancial entre um desenvolvimento posterior que possa ser analisado, testado, discutido racionalmente e a incorporação de práticas assentes em pressupostos incompatíveis com os princípios encontrados na codificação espírita, sobretudo quando são apresentadas ao público como se fizessem parte do Espiritismo. O critério a usar terá de ser a coerência com uma atitude investigativa. [3]
O problema agrava-se quando a mediunidade e a fragilidade de quem procura auxílio passam a ser fonte de rendimento. Encontrámos também cursos de mediunidade pagos, uma opção que consideramos criticável, tendo presente a gratuitidade com que Kardec apresentava o seu próprio ensino teórico e prático. [2] Allan Kardec foi particularmente severo com a mediunidade exercida como atividade mercenária, e o princípio que se resume na fórmula «dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes» ocupa lugar suficientemente claro na sua argumentação para tornar incompatível com o Espiritismo a comercialização do alegado intercâmbio com os Espíritos. [2][4][9]
Isto não obriga a que toda a atividade espírita seja gratuita. Um livro custa a imprimir e um auditório custa a arrendar. Kardec admitia quotas dos membros para suportar despesas das sociedades. [5] As suas obras eram comercializadas e a Revista Espírita tinha assinaturas pagas. [13] A distinção que interessa é entre financiar meios materiais e cobrar pelo alegado intercâmbio com os Espíritos. [4][9]
Encontrámos também situações menos ostensivas e que merecem a mesma atenção:
Certa vez, numa atividade pública a que fomos assistir, reparámos que alguns dos trabalhadores dessa associação oravam segurando cristais nas mãos.
Nada temos contra a oração. A questão está no cristal e no público.
Não encontramos na codificação fundamento para atribuir a um cristal qualquer poder espiritual próprio. [1] Um objeto pode ter, para quem o segura, valor simbólico ou função de concentração, e isso é assunto dessa pessoa. Não demonstra que a pedra faça alguma coisa. Um cristal tem, quanto a isso, o mesmo poder que um par de meias de lã, com a diferença de que as meias aquecem os pés. O simples uso de um objeto como acessório não demonstra que ele tenha um poder espiritual próprio, e o erro começa quando esse poder lhe é atribuído. [10]
Aqui passamos da análise à opinião: não reconhecemos ao cristal qualquer função que justifique a sua presença numa atividade espírita e consideramos que deve ser dispensado. A sua exibição pode levar quem assiste a confundir uma preferência pessoal com um elemento próprio da prática espírita.
Que ideia formará alguém que visite uma associação espírita pela primeira vez, procurando perceber o que é o Espiritismo, ao encontrar pessoas em oração com cristais nas mãos?
Passemos às salas de «tratamento espiritual». Existem em alguns centros espíritas, e para elas são encaminhadas pessoas com doenças físicas, perturbações psíquicas ou problemas interpretados como espirituais. Lá dentro, por vezes, existem macas ou estruturas semelhantes às utilizadas em contextos clínicos e, em alguns casos, até batas brancas.
Nada acrescenta ao que quer que se julgue estar a fazer-se ali e pode transmitir uma mensagem problemática: isto parece um consultório. Independentemente da convicção de cada um quanto à existência ou à eficácia de intervenções espirituais, uma associação espírita não deve criar a aparência de prestar cuidados médicos, nem deixar que alguém interprete o que ali recebe como substituto de diagnóstico, acompanhamento ou tratamento por profissionais de saúde habilitados.
Kardec rejeita a substituição da medicina pela mediunidade curadora e apresenta ambas como recursos destinados a auxiliar-se e complementar-se. [12] Noutro texto, publicado na Revista Espírita de janeiro de 1869, a comunicação atribuída ao Espírito do doutor Demeure recomenda que uma senhora se confie inteiramente aos cuidados médicos:
«Não é de instruções dos Espíritos que ela carece; seria até prudente afastá-la de qualquer ideia de comunicação com eles e levá-la a confiar-se inteiramente aos cuidados da medicina oficial.» [11]
E Allan Kardec acrescenta uma nota de prudência sobre pedidos de comunicações, evocações e conselhos de saúde que poderiam servir de armadilha ou ser usados de má-fé. [11]
Isto exige uma distinção: Kardec discutiu o magnetismo, a homeopatia, a medicina e a ação fluídica no quadro científico e conceptual do seu tempo. [3][12][14] O facto de uma hipótese integrar o pensamento espírita oitocentista não a transforma em conhecimento científico estabelecido no século XXI. Compreender o que Kardec escreveu no contexto em que escreveu não dispensa o confronto com o conhecimento atual. A abertura à revisão está, aliás, expressa na obra A Génese. [3]
Até aqui, descrevemos práticas, formas de apresentação e interpretações que consideramos discutíveis e corrigíveis. Algumas poderão resultar de lapsos de interpretação ou de falta de conhecimento.
O que se segue é de outra ordem, e não deve ser colocado no mesmo plano dos cristais e pêndulos:
Ao longo de mais de vinte anos tivemos conhecimento direto de dois comportamentos violentos praticados por pessoas que, dentro da associação, se apresentavam como afáveis, responsáveis e moralmente exemplares.
Há também casos extraconjugais mantidos em segredo e em contradição com a imagem apresentada em público. Aqui é preciso cuidado, e dizemos com clareza de que lado estamos: a vida privada de uma pessoa pertence-lhe, e não compete a uma associação fiscalizá-la. No entanto, a questão adquire relevância institucional quando existe abuso de posição, aproveitamento da vulnerabilidade de alguém, conflito de interesses ou quando quem ocupa uma posição de responsabilidade se serve dela para censurar nos outros comportamentos semelhantes aos que pratica em privado.
Mais grave é o aproveitamento do atendimento privado para obter vantagens pessoais ou aproximações impróprias a quem chega fragilizado. Também é grave o uso indevido de informações recolhidas em atendimentos distintos para formar juízos sobre terceiros, influenciar decisões ou condicionar relações dentro da associação.
Nenhum destes casos se reduz a uma divergência de interpretação do Espiritismo. Estão em causa, consoante a situação, a quebra de confidencialidade, o abuso de confiança ou o conflito de interesses. Algumas destas condutas ultrapassam largamente o âmbito interno de uma associação.
Seria ingénuo supor que situações semelhantes não possam ocorrer, em silêncio, noutros lugares. Isso não quer dizer que os espíritas sejam piores do que os outros, nem que uma associação devesse ser constituída por pessoas irrepreensíveis. Esperar isso seria absurdo e contrário à própria ideia de aperfeiçoamento moral.
A codificação espírita formula, aliás, um critério bastante conhecido:
«Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar as suas más inclinações.» [4]
A palavra decisiva é «esforços». Não se exige ausência de falhas. Exige-se consciência delas e trabalho sobre si próprio. [6]
Alguém pode cometer uma falta grave, reconhecê-la, procurar reparar as consequências e trabalhar para não repetir. Isso não constitui contradição irremediável com os princípios que afirma seguir. É, no essencial, aquilo que esses princípios descrevem. A situação muda quando alguém persiste conscientemente no erro, o oculta, o justifica e mantém perante os outros uma imagem de autoridade moral incompatível com aquilo que sabe estar a fazer.
Falhas todos temos. Se uma associação espírita necessitasse de ser composta exclusivamente por pessoas sem falhas, não existiria nenhum centro espírita. Falamos de comportamentos graves, sobretudo quando se repetem, são ocultados ou não dão lugar a qualquer tentativa de reparação.
O tema levanta uma questão que a associação não deve impor a ninguém, mas que cada um tem de colocar a si próprio:
Se tomarmos como referência as relações entre afinidade moral, ambiente psíquico e influência espiritual descritas nas obras de Allan Kardec, quem participa numa reunião mediúnica sabendo que mantém e oculta comportamentos graves tem motivos para refletir sobre o que leva consigo para um trabalho que também envolve outras pessoas. [2][7] Não se trata de pensar no que os outros diriam se soubessem, mas de examinar os próprios atos e as suas consequências. [1]
Isto não se fiscaliza: o exame de consciência é pessoal e não pode ser imposto. No entanto, isso não dispensa a associação de agir perante condutas que causem dano ou comprometam a confiança. Os próprios regulamentos apresentados por Kardec preveem respostas a comportamentos graves. [2][5]
Quanto às causas dessa persistência, não temos de as diagnosticar, e não devemos. As motivações possíveis são muitas, e de fora raramente se dispõe de informação suficiente para saber qual está presente. Também não nos parece útil criar um tribunal destinado a decidir quem «é» e quem «não é» espírita de verdade. A pergunta que interessa é outra: o que faz a associação quando toma conhecimento?
Nenhuma associação está livre de acolher, sem o saber, alguém cujo comportamento contradiga profundamente aquilo que diz defender. A seriedade de uma instituição mede-se tanto pelos cuidados que toma para prevenir problemas como pela resposta que dá quando eles surgem. A preocupação com a organização dos grupos e a sua composição encontra-se também nos textos de Kardec. [2][5][8]
Na nossa perspetiva, uma associação séria avalia cada situação segundo a sua natureza, a gravidade e as pessoas afetadas. Uma divergência entre membros não se trata da mesma forma que uma quebra de confidencialidade ou um abuso de posição. Protege quem procura ajuda, impede o uso privado de informação obtida em contexto associativo e não permite que uma posição de responsabilidade seja confundida com autoridade moral sobre a vida dos outros.
A associação deve ouvir a pessoa visada antes de decidir, e quem comunica de boa-fé uma situação preocupante não deve ser tratado como elemento perturbador pelo simples facto de a comunicar. [2] Acrescentamos, por nossa conta e sem apoio nos textos de Kardec: ouvir todas as partes, impedir represálias, afastar da decisão quem tenha interesses no caso, limitar preventivamente funções que exponham outras pessoas a risco e recorrer às entidades competentes quando for caso disso.
Nada disto exige julgamentos públicos, boatos ou condenações precipitadas: discrição não é silêncio perante o abuso, e fraternidade não é impunidade.
A ausência destes mecanismos pode agravar as consequências das falhas individuais e comprometer a resposta da associação. Um centro espírita que admite que as pessoas são imperfeitas e tem procedimentos está mais preparado para responder do que um que precisa de acreditar que ali nada disso acontece.
Não basta estudar os livros. É preciso olhar para o que fazemos com as ideias que dizemos estudar. Uma fábula não exige nada de quem a ouve. Conta-se e passa. A pergunta que vale a pena levar para dentro de uma associação é outra: daquilo que aqui se faz, o que é que já ninguém pergunta de onde veio?
Fontes
As chamadas numéricas entre parênteses retos, no corpo do texto, remetem para as entradas numeradas desta lista.
As traduções dos excertos franceses foram revistas para este artigo.
Obras
[1] Kardec, A. (1869 [1857]). Le Livre des Esprits: contenant les principes de la doctrine spirite sur l’immortalité de l’âme, la nature des Esprits et leurs rapports avec les hommes; les lois morales, la vie présente, la vie future et l’avenir de l’humanité. Nouvelle édition conforme à la 16e édition originale de février 1869. Livre deuxième, chapitre IX, «Intervention des Esprits dans le monde corporel», secção «Pouvoir occulte. Talismans. Sorciers» (questões 551-555, especialmente 553-554: crítica aos poderes atribuídos a fórmulas e talismãs e distinção entre o objeto e a direção do pensamento); Livre troisième, chapitre XII, «Perfection morale» (questão 919: exame de consciência e avaliação dos próprios atos). Edição consultada: Le Mouvement Spirite Francophone, 2020.
[2] Kardec, A. (1869 [1861]). Le Livre des Médiums, ou Guide des médiums et des évocateurs: contenant l’enseignement spécial des Esprits sur la théorie de tous les genres de manifestations, les moyens de communiquer avec le monde invisible, le développement de la médiumnité, les difficultés et les écueils que l’on peut rencontrer dans la pratique du Spiritisme. Pour faire suite au Livre des Esprits. Nouvelle édition conforme à la onzième édition de 1869. Première partie: chapitre III, «Méthode» (item 31 e respetiva nota: ensino teórico e prático de Kardec apresentado como gratuito). Seconde partie: chapitre XX, «Influence morale du médium» (itens 226-230: influência moral e distinção entre a faculdade mediúnica e o uso que dela se faz); chapitre XXI, «Influence du milieu» (itens 231-233: influência do meio e das disposições dos participantes); chapitre XXVIII, «Charlatanisme et jonglerie» (itens 304-313: crítica à exploração comercial da mediunidade, com as distinções e ressalvas dos itens 311-312); chapitre XXIX, «Réunions et sociétés spirites» (itens 337-339: direito e dever dos membros bem-intencionados de assinalarem criticamente uma orientação considerada inadequada, desde que o façam com conveniência, benevolência e abertamente; condições de funcionamento das reuniões e sociedades e dificuldades provocadas por elementos perturbadores); chapitre XXX, «Règlement de la Société parisienne des études spirites» (capítulo IV do regulamento, artigo 27: procedimento de exclusão de membros que constituam causa de perturbação ou cuja conduta seja considerada incompatível com a sociedade, prevendo advertência prévia e possibilidade de o visado ser ouvido antes da decisão). Edição consultada: Le Mouvement Spirite Francophone, s. d.
[3] Kardec, A. (1868). La Genèse, les Miracles et les Prédictions selon le Spiritisme. Nouvelle édition conforme à la quatrième édition de 1868. Chapitre I, «Caractères de la révélation spirite» (itens 13-16: natureza e modo de elaboração do Espiritismo segundo Kardec, aplicação do método experimental e relação entre Espiritismo e ciência; item 55: progressividade e revisão perante novas descobertas); chapitre XIV, «Les fluides» (itens 31-34: natureza da ação fluídica, magnética e das alegadas curas daí decorrentes). Edição consultada: Le Mouvement Spirite Francophone, s. d.
[4] Kardec, A. (1866 [1864]). L’Évangile selon le Spiritisme. Troisième édition revue, corrigée et modifiée. Chapitre XVII, «Soyez parfaits», item 4, «Les bons spirites» (fonte da citação: «On reconnaît le vrai spirite à sa transformation morale, et aux efforts qu’il fait pour dompter ses mauvaises inclinations»); chapitre XXVI, «Donnez gratuitement ce que vous avez reçu gratuitement», itens 7-10 (crítica à comercialização da mediunidade e distinções relativas ao talento adquirido, à atividade médica e ao magnetismo). Edição consultada: Encyclopédie Spirite / Le Mouvement Spirite Francophone, s. d.; licença de março de 2006.
[5] Kardec, A. (1862). Voyage spirite en 1862: contenant 1. les observations sur l’état du Spiritisme; 2. les instructions données dans les différents groupes; 3. les instructions sur la formation des groupes et sociétés, et un modèle de règlement à leur usage. Discurso I, pp. 21-22 (despesas das sociedades e contribuições dos membros); «Instructions particulières», secção X, «Sur la formation des groupes et des sociétés spirites» (formação e organização dos grupos); «Projet de règlement», artigo 16 (quotas dos membros para despesas, excluindo pagamentos de entrada exigidos ou solicitados a visitantes ocasionais) e artigo 18 (resposta a comportamentos perturbadores ou comprometedores da associação). Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.
[6] Kardec, A. (1862). Le Spiritisme à sa plus simple expression: exposé sommaire de l’enseignement des Esprits et de leurs manifestations. Nouvelle édition. Secção «Maximes extraites de l’enseignement des Esprits» (itens 35-36: finalidade de aperfeiçoamento moral e caracterização do verdadeiro espírita pelo aproveitamento prático do ensino e melhoria da conduta para com o próximo). Edição consultada: Le Mouvement Spirite Francophone, s. d.
[7] Kardec, A. (1864). Résumé de la loi des phénomènes spirites, ou Première initiation à l’usage des personnes étrangères à la connaissance du Spiritisme. Secção IV, «Des réunions spirites», itens 39-41: afinidade de gostos, caráter e intenções; seriedade das reuniões; condições de recolhimento. Fonte consultada: versão digital da Kardecpedia.
Artigos na Revista Espírita
[8] Kardec, A. (1861, dezembro). «Organisation du Spiritisme». Revue Spirite: Journal d’études psychologiques, ano IV, pp. 370-385. Orientações sobre composição, organização e autonomia das sociedades e grupos, prevenção de conflitos internos, seriedade dos trabalhos e importância da qualidade moral dos seus membros. Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.
[9] Kardec, A. (1864, dezembro). «M. Jobard et les médiums mercenaires. Exemple remarquable de concordance». Revue Spirite: Journal d’études psychologiques, ano VII, pp. 370-380, especialmente pp. 377-380, «Observations». Crítica à exploração comercial da mediunidade e à diferenciação do atendimento em função da capacidade de pagamento. Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.
[10] Kardec, A. (1864, outubro). «Le sixième sens et la vue spirituelle. Essai théorique sur les miroirs magiques». Revue Spirite: Journal d’études psychologiques, ano VII, pp. 289-300. Discussão de espelhos, copos e outros suportes materiais no quadro da explicação proposta por Kardec para a visão espiritual. Nas pp. 295-298, o objeto é apresentado como auxiliar da concentração, com a ressalva de uma possível ação estimulante ainda não demonstrada. Kardec rejeita a atribuição de uma propriedade exclusiva à substância do objeto. Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.
[11] Kardec, A. (1869, janeiro). «Obsessions simulées», secção «Dissertations spirites». Revue Spirite: Journal d’études psychologiques, ano XII, pp. 31-32. Comunicação atribuída ao Espírito do doutor Demeure, com recomendação, no caso relatado, de afastar a senhora das comunicações espíritas e confiar-se aos cuidados da medicina oficial; seguida de nota de Kardec sobre possíveis armadilhas e pedidos de má-fé. A citação utilizada no artigo encontra-se na p. 32. Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.
[12] Kardec, A. (1867, outubro). «Les Médecins-Médiums». Revue Spirite: Journal d’études psychologiques, ano X, pp. 299-302, especialmente p. 302. Discussão da relação entre mediunidade curadora e medicina no quadro conceptual de Kardec, rejeitando a primeira como meio absoluto de cura e apresentando ambas como recursos destinados a auxiliar-se e complementar-se. Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.
[13] Kardec, A. (1861). Revue Spirite: Journal d’études psychologiques, ano IV. Páginas preliminares, secção «Ouvrages de M. Allan Kardec sur le spiritisme» (indicação das obras de Kardec e respetivos preços de venda); e dezembro, «Avis», p. 369 (informação aos assinantes, renovação das assinaturas e condições de aquisição dos anos anteriores da revista). Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.
[14] Kardec, A. (1867, março). «De l’Homéopathie dans les maladies morales». Revue Spirite: Journal d’études psychologiques, ano X, pp. 65-70. Discussão da homeopatia e das disposições morais no quadro conceptual do autor. Edição consultada: Union Spirite Française et Francophone, s. d.